Category Archives: Anos 30

Cronologia dos anos 30

1930 – É aberta a estrada que liga a cidade ao arraial de Barra do Choça e é instalada a primeira agência bancária: o Banco Econômico da Bahia. Deraldo Mendes é eleito o primeiro prefeito após a Revolução de 30.
1930 – 18 de agosto – Demolição da Igreja Matriz
1932 – Juraci Magalhães, então governador da Bahia, visita Conquista. É a primeira vez que um chefe do Executivo Estadual vem à cidade.
1932 – 15 de agosto – Iniciada a construção da catedral, a nova matriz.
1933 – Realizada a primeira edição da Exposição Agropecuária.

1937? 1940 – Reforma da Praça da Piedade (9 de novembro) e calçamento da Rua dos Espinheiros (Francisco Santos)
1938 – Transferida a feira livre da Rua Grande  para a Avenida Municipal (Lauro de Freitas)
1939 – 31 de maio – Inaugurada a Catedral.
1939 – Inaugurado o primeiro campo de aviação.

Fontes:
Cronologia:http://www.pmvc.ba.gov.br/v2/cronologia/
Demolição da Igreja Matriz – http://tabernadahistoriavc.com.br/primeira-igreja-catolica-foi-demolida-em-1932/
Catedral: http://tabernadahistoriavc.com.br/segunda-igreja-matriz-foi-inaugurada-em-1938/
Feira na Lauro de Freitas: http://tabernadahistoriavc.com.br/feira-livre-da-lauro-de-freitas-em-1938-a-feira-mudou-de-endereco/

Rua Francisco Santos (Dos Espinheiros) : http://tabernadahistoriavc.com.br/rua-do-espinheiro-ou-rua-dos-pinheiros/

Praça da piedade (9 de Novembro): http://tabernadahistoriavc.com.br/praca-da-piedade/

7 de setembro na Rua Grande

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Rua Grande, sobrado de Maneca Santos e depois Câmara de Vereadores.
Foto: autor desconhecido.

À direita: Casa Chicralla, na esquina com o Beco da Tesoura ou Alameda Lima Guerra.

Veja o local hoje: http://tinyurl.com/nxrksdy

Foto antiga na internet: http://bit.ly/Tvfn1K

Foto com texto sobre o sobrado: http://tabernadahistoriavc.com.br/manoel-e-maneca-santos-dois-ricos-comerciantes-do-passado/

Panorâmica da Rua Grande

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Detalhe: a sombra indica que são aproximadamente 11 da manhã. 

Rua grande 1939Imagem integral, ao fundo estrada para Ilhéus.

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Detalhe: casas comerciais fechadas indica que é domingo ou feriado.

Foto tirada desde a  torre da igreja matriz, mostra ao fundo a estrada para Ilhéus, dois automóveis, posteamento de iluminação, pessoas reunidas na praça, animais. Possivelmente final dos anos 30.

Foto: autor desconhecido: http://bit.ly/P40xLq

Aérea 1, 1937 – Rua Grande, o começo

 
Foto do final da década de 1930, possivelmente 1937, quando a catedral estava em construção. Possivelmente pelo avião do próximo post.
 
Acervo do Museu Regional de Vitória da Conquista.
 
Uma das fotos mais incríveis de Conquista na década de 1930. As duas principais praças do centro ainda são um descampado chamado Rua Grande, onde era realizada a Feira. No alto, à esquerda o Poço Escuro, de onde descia o Rio Verruga,  onde nasceu a cidade depois do massacre dos índios.
 
Sobre esta foto, relato de Maria Angélica, filha de dona Zaza, moradora de um dos sobrados da Rua Grande:
 
‘Foi meu marido quem mandou fazer essa ampliação. Eu também já cedi uma cópia pro museu. Foi o primeiro avião quando veio aqui. Que fotografou a cidade. Essa vista. É uma vista aérea. Aqui oh! Aqui é a Rua do Cruzeiro. Aqui já é lá em cima. Aqui é a mata do córrego. Passava por fora e por dentro do quintal daqui de casa. Essa mata é fundo de quintais. Aqui. Eram três pinheiros, ‘altão’ que eu lhe mostrei, que ficava quase em frente a igreja. Esse em frente ao Bradesco e esse em frente a rádio clube. No meu tempo já tinha o prédio da rádio clube. Tinha o pinheiro. O daqui morreu, o dali morreu e quando eles dividiram a praça e fizeram esse quarteirão, cortaram o pinheiro pra fazer ali a Rua Maximiliano Fernandes. ” http://www.mestradohistoria.com.br/imagens_sys/EDENAIR_ROCHA.pdf
 
 

Araucárias da Rua Grande

Araucária
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De acordo com os textos abaixo, de Ruy Medeiros e de Luís Fernandes, podemos estimar que esta foto seja do final da década de 30, possivelmente 1939.

Ruy Medeiros:

”…em 1932, na gestão do Prefeito Arlindo Mendes Rodrigues, a casa de Oração, já Igreja Matriz, foi demolida. Um pouco mais acima do local onde fora edificada, na mesma praça (Rua Grande, Praça da República, hoje Praça Trancredo Neves) foi construído um templo bem maior, em linhas neogóticas – a atual catedral de Nossa Senhora da Vitória, cuja pedra fundamental foi lançada em 15 de agosto de 1932, em missa do Côneco Exupério Gomes.
Tal como o templo anterior, a construção do novo prédio foi demorada. Somente em 1944, acompanhada de Casa Paroquial, considerou-se terminado o trabalho de edificação.”

http://ruymedeiros.blogspot.com.br/2012/05/noticia-davelha-casa-de-oracao.html

Diz Luís Fernandes:

“Em 16 de maio de 1938 é colocada a cruz de cimento no alto da torre da Igreja e no dia 31 do mesmo mês é inaugurada a nova Matriz. A primeira missa foi celebrada pelo Padre Nestor Passos da Silva, Vigário da Freguesia que foi substituído pelo Frei Egídio. De junho a dezembro de 1940, foi vigário o padre Florêncio Sizínio Vieira, mais tarde Bispo de Amargosa e Conquista, sendo também vigário Frei Benjamim de Vila Grande e Frei Apolônio.”

http://tabernadahistoriavc.com.br/segunda-igreja-matriz-foi-inaugurada-em-1938/

Foto:http://www.sudoestenarede.com.br/v1/2010/07/05/uma-praca/#more-11365

Uma dúvida. Quantas araucárias haviam na Rua Grande no final da década de 30?

Segundo o blog Taberna da História do Sertão,  no final dos anos 30 eram duas araucárias plantadas em 1981. Mas as fotos apresentadas como se fosse de duas árvores, indicam, na verdade, uma só,  fotografrada em direção à Igreja e em direção ao outro lado da Rua, ao sobrado que hoje é a  Câmara. A árvore ficava mais ou menos onde foi construídoo o Hotel Albatroz. Haviam  duas outras Araucárias frondosas na década de 20, uma próxima da igreja e outras no final da Rua Grande, que aparecem nesta foto aqui. 

30 Rua-Grande.
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Fonte: http://tabernadahistoriavc.com.br/conto-photographico-as-araucarias-da-rua-grande/

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Panorâmica com a Rua Grande no primeiro plano e a cidade em direção às atuais Praça da Bandeira, Regis Pacheco e Avenida Brumado

Acervo do Museu Regional de Vitoria da Coqnuista

Enviada por Antônio Teixeira.

Sobre essa fotografia, Edenair Carvalho da Rocha, diz o seguinte na sua dissertação de mestrado “As fontes dos vestígios: memória e fotografia nas transformações urbanas na cidade de Conquista entre 1920 e 1940“:

“A fotografia acima, provavelmente enquadrada a partir da torre da Catedral Nossa Senhora da Vitória por Manoelito Melo (1912-1983), de aproximadamente 25 anos de idade. A datação desta fotografia foi rastreada a partir de confluências e referenciais das construções da cidade. Por exemplo, ao examinar o ângulo que pressupõe uma imagem focada de cima para baixo e examinando o conjunto de casas e o formato arquitetônico é possível deduzir que muito provavelmente esta imagem foi enquadrada na torre da catedral, única construção com altura suficiente para possibilitar essa moldura; o acontecimento corresponde ao final da construção do templo em 1937 quando a torre já estava erigida e, portanto, é maior a possibilidade de Manoelito ter subido para registrar essa memória imagética da rua do que seu pai Manoel Eufrázio, Neca Correia, que já contava 54 anos, e portanto, com uma idade avançada para subir por uma torre em construção. No entanto, o pai ainda poderia estar atuando, e empreendido junto com o filho a produção da fotografia, pois se sabe que a maioria das fotos datadas dos anos de 1920 são de autoria de Manoel Eufrázio.”

O São João de Joanita completa 80 anos

Joanita havia completado dezenove annos, e d. Maria que se casara aos quinze, julgava aquella idade já um tanto elevada para uma menina casadoira.”
Que fim levou Joanita? Qual o desfecho da sua história na página 4 de O Combate, que circulava  aos domingos pela manhã, naquele domingo do São João de 1935? *

As palavras  amareladas no papel ressuscitam hoje  para os meus olhos e os de algumas dezenas de pessoas na página de fotos antigas de Conquista em cristal líquido.  No tempo de Joanita, o texto era  grudado no papel em tinta, na forma do linotipo, os l e os n eram algumas vezes dobrados e com ph se escrevia physionomicos.

A alegria de quem produz um texto, qualquer texto, é ser lido.

Produzo então aqui alegria póstuma e presto  homenagem a este escritor anônimo da primeira metade do século passado numa pequena cidade do sertão.

Que fim terá levado o autor do texto?

P.S: por sugestão de Paulo Galo, lanço aqui o desafio.
A moça vai resistir às pressões da mãe para a aceitar a corte dos “cow-boys”. Ou vai optar por um pretendente “civilizado”?
Enquanto não localizamos a página 4 de O combate, quem se arrisca a completar a história de Joanita?

Joanita1

Texto completo joanitaO S. João de Joanita

Joanita era o encanto da fazenda Páo d’Arco. Não era dessas moças que se fazem bellas, mediante  os enfeites, os atavios da moda, os recursos da arte. Ignorava a maquillage. Despresava o baton.  Sabia’se formosa, dessa formosura natural, cambiante a apenas ás variações do nosso clima  voluvel.
Bem nova ainda fora mandada á Capital, a estudar, interna, no Collegio dos Perdões.
Aos dezeseís annos, achava’se prestes a collar o gráo de alumna mestra, quando lhe morreu o pae.  A viuva d.Maria Vieira, não podera supportar mais, a ausencia da filha unica.
Joanita teve que voltar aos seus penates, sem o diploma de professora. Era o carinhoso genitor  quem fízera questão de um diploma qualquer para a sua adorada filhinha.
-Eu quero minha filha, disséra d. Maria, aos parentes, qundo do fallecimento de seu esposo. Graças  a Deus, temos com que viver. Ella não precisa de nenhuma carta. Eu é que preciso della. Não  poderei viver assim isolada.

*
* *

A inconsolavel viuva entregando a administrração da fazenda, a direcção de todos os seus negocios, a um irmão dedicado, Paulo Vieira, passara a viver quasi unicamente para a filha, que lhe recordava, pelos traços physionomicos, a imagem do defunto esposo.
Comtudo desejava casa-la. Joanita havia completado dezenove annos, e d. Maria que se casara aos quinze, julgava aquella idade já um tanto elevada para uma menina casadoira.
Os pretendentes é que não faltavam. A Fazenda Páo d’Arco era um castello encantado, onde uma pequenina castellã ou fadazinha, attrahia pela sua belleza magica, toda a “nobreza” das enstancias circumjacentes.
E os jovens fazendeiros, por mais esforços que fizessem não podiam desencantar a fada, encantando-lhe o coraçàozinho…
*
* *
Era dia de S. João.
Sentadas ambas na varanda da bella vivenda, d.Maria dissera a filha:
-Porque não acceitas o Everaldo Gomes? Um rapaz que está em boas condições, e que pode fazer’te feliz?
– Não, Mamãezinha. Não me fale num moço que me vem fazer a corte, vestido com um gibão e perneiras de couro! Julgam estes senhores que basta o seu porte de “cow-boys” para conquistar, num olhar, a nossa admiração!… Eu nunca me habituarei a um marido assim. Prefiroum homem civilizado, ainda que seja pobre.
_ Faça o que quizeres, minha filha. Creio, entretanto, que com essas ideias, ficarás para tia. A Bahia, civilizou’te talvez mais do que o necessário… Mas, eu não ponho obstaculos á tua linha de conducta… Seja como quizeres…

CONT. NA 4. pag.

Joanita

Fonte: http://tabernadahistoriavc.com.br/o-combate-e-avante-formam-dupla-de-jornais-nos-anos-30/

Sobrado Paulino Fernandes de Oliveira, possivelmente anos 30

sobrado

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Sobrado do Coronel Paulino Fernandes de Oliveira

Construído de 1890 a 1906. Destruído em 1973. No local foi erguida a sede do Banco do Brasil, inaugurada em 1978.

Suas paredes de “adobão” mediam um metro de espessura e seu madeiramento foi todo extraído na fazenda, distante dez quilômetros de Conquista.

Foi residencia , casa comercial no térreo, redação e oficina do jornal A Palavra, Colégio São José, Clube Conquistense, Rádio Clube, Cento Espírito, Coletoria Federal e a partir de 1929 Hotel Conquista

Esquina da Rua Grande e posteriormente Praça Barão do Rio Branco e Praça Silva Jardim.

Foto e informações: http://tabernadahistoriavc.com.br/coronel-guge-o-lider-politico-de-conquista-no-inicio-do-seculo-xx/ e http://tabernadahistoriavc.com.br/hotel-conquista-o-primeiro-hotel-da-cidade/